Resultados do mercado de luxo brasileiro indicam retração

O ano de 2017, com certeza, não será lembrado com alegria pelas empresas e consumidores brasileiros. A crise econômica aliada à instabilidade política fez os investimentos diminuírem e os clientes pensarem mais antes de adquirir um produto ou contratar um serviço.

No segmento de luxo essa realidade não foi diferente. O país encerrou o ano passado registrando uma queda no setor de 8,5%, totalizando um aporte de recursos na casa dos 6,6 bilhões de dólares. O resultado fez com o Brasil fosse ultrapassado pelo México e pela Índia no ranking dos países que mais consumem luxo. Atualmente, estamos na 22ª colocação.

Para as marcas internacionais que atuam no mercado de alto padrão e para os empreendedores brasileiros que desejam entrar nesse mercado, porém, há notícias positivas. A primeira delas é que levando em conta o desempenho de 2016, o mercado apresentou um significativo crescimento. A segunda, e ainda mais importante, é que a previsão para os próximos anos é que essa evolução se mantenha.

O Euromonitor, uma das mais importantes organizações de monitoramento de mercado, fez uma previsão otimista e acredita que no Brasil o setor premium deva evoluir aproximadamente 2,5% neste ano.

Embora a média do mercado tenha configurada a queda, os nichos mercadológicos apresentaram um comportamento bem distinto. Enquanto setores como os carros de alto padrão e as bebidas de luzo registraram um acentuado declínio, o segmento de moda (imagem acima) que inclui vestuário, calçados e artigos de couro se destacou por um resultado acima da média.

Crédito das imagens: Divulgação Ralph Lauren.

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