Por um luxo mais sustentável

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O desenvolvimento sustentável se consolida como conceito a partir da Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada na Suécia em 1972. Em linhas gerais, refere-se à capacidade de suprir as necessidades humanas sem comprometer o planeta e o futuro das novas gerações.

Nestes mais de 40 anos de história, a ideia felizmente se popularizou em praticamente todo o mundo. Poder público, organizações privadas e os cidadãos se unem continuamente na busca de um futuro melhor para o planeta e para as pessoas.

O segmento de luxo e de alto padrão também está inserido de forma contundente nesta realidade. As principais marcas do mundo realmente buscam inserir a sustentabilidade nos seus negócios. Afinal de contas, elas sabem que essa é uma exigência de seus clientes.

Grifes como Christian Dior, Louis Vuitton e Gucci possuem políticas de sustentabilidade que englobam ações contra o desmatamento para a produção de peças de couro e celulose e o comprometimento com matérias-primas que atendam as exigências ambientais e sociais.

Um estudo divulgado pelo Greenpeace há alguns anos cuja ideia era debater a qualidade da produção têxtis através das práticas sustentáveis, indicou a grife italiana Valetino como um bom exemplo. A grife criada por Valentino Clemente Ludovico Garavani ganhou destaque por sua transparência e pela implantação real de políticas contra o desmatamento e a favor do menor impacto possível ao meio ambiente.

Se existem motivos para comemorar, também há muito que fazer ainda neste segmento já que algumas marcas ainda não possuem definições claras sobre o assunto. Infelizmente, ações que se opõem à sustentabilidade ambiental ou práticas de trabalho não tradicionais ainda ganham destaque na imprensa internacional quando ocorre com as marcas de alto padrão. Mas, o setor indica que a atuação dessa forma é cada vez menor.

O cliente de uma marca de luxo é exigente e sua satisfação não se limita apenas ao momento da compra. É preciso incorporar práticas positivas durante todo o processo, já que e o conceito de luxo não diz respeito mais a acumulação e sim à vivência de experiências. E somente a marca que souber valorizar e potencializar essas experiências continuará a fazer sucesso.

Crédito da imagem: Divulgação.

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