O varejo de luxo em tempos de omnicanalidade

Na última semana, uma pesquisa publicada pela Sensormatic Global Shrink e realizada em 14 países, tendo como base de análise mais de 229 mil lojas de 13 segmentos de mercado, apontou que o varejo mundial registou mais de 99 bilhões de dólares em perdas ao longo do ano passado. Somente o mercado brasileiro apresentou uma perda percentual na ordem de 1,99% da receita, o que totalizou em mais de 2,3 bilhões de dólares.

Entre os principais motivos das perdas estão os furtos e roubos, as dificuldades com fornecedores, os problemas nos sistemas de gestão de estoques e as fraudes envolvendo funcionários e colaboradores.  Os segmentos que mais sofreram prejuízos foi o de lojas de departamentos, as butiques de moda, os estabelecimentos especializados no comércio de produtos eletrônicos, as lojas de artigos para casa e jardim e os hipermercados.

Os dados da pesquisa indicam que alguns dos setores mais tradicionais da indústria do luxo, como o segmento fashion, estão entre as áreas que mais sofreram perdas no varejo. Embora os resultados das pesquisas, literalmente, não tenham nada animadores, eles podem servir para o desenvolvimento e a implantação de novas ferramentas e tecnologias.

Uma dessas novas tecnologias é a omnicanalidade que visa integrar os mais diversos canais de vendas e gerenciar os processos analisando a jornada do cliente. Ou seja, muito além do varejo físico, algumas das principais marcas de luxo do mundo estão investindo em tecnologias multiplataformas que proponham aos consumidores novas experiências no momento da compra.

Burberry e Carolina Herrera são dois ícones do mercado que investiram de forma contundente no conceito de omnichannel e estão colhendo resultados positivos. O mercado está em mudança e somente as empresas e marcas que se adaptarem e perceberem a importância da tecnologia terão sucesso no futuro.

Crédito da imagem: Reprodução.

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