O rejuvenescimento da pele através do peeling

Muito procurado para quem busca reduzir machas, rugas, sinais e até mesmo pequenas lesões, o peeling estimula a renovação das células e possibilita um aspecto de pele rejuvenescida. Para falar sobre esse assunto, o Terapia do Luxo conversou com a Dra. Monica Okamoto, cirurgiã plástica da CPlástica – Cirurgia Plástica. Confira abaixo a entrevista.

O peeling químico é um tratamento indicado para o rejuvenescimento da pele. Como ele é realizado?

O peeling químico é também indicado para o rejuvenescimento da pele. Há outras indicações como para melhorar a aparência de cicatrizes ou clareamento de manchas. Ele é realizado através da aplicação de uma substância irritativa na pele, em sua maioria ácidos, que farão uma abrasão seguida de descamação e estímulo à produção de novas células. Há vários tipos de ácidos que podem ser usados e com profundidades diferentes também (superficiais, médios e profundos).

Quais as principais diferenças entre o peeling químico e as demais formas de peeling?

O termo peeling significa descamação. Os químicos, como o nome já sugere, são aqueles realizados com substâncias químicas, ou ácidos, que irão agredir a camada superficial da pele, causando descamação e induzindo à formação de células novas, ou seja, regenerando a pele e estimulando a produção de colágeno. Normalmente se dissermos apenas “peeling” já é sugestivo de que seja químico. As demais formas de peeling são os mecânicos, por exemplo a dermoabrasão; e os lasers. Os objetivos são muito coincidentes, mas, obviamente, cada um com sua particularidade e indicação.

Existe algum tipo de paciente para o qual o peeling químico não seja recomendado? Geralmente as contraindicações para os peelings são doenças ou infecções de pele em atividade, por exemplo herpes (em que se deve ser feita uma profilaxia), e uso de medicamentos que alterem a coagulação, ou a cicatrização. Tais remédios, que devem ser, a critério médico, suspensos e é preciso aguardar um intervalo de tempo para que o paciente possa se submeter ao tratamento. As alergias, embora menos frequentes, também são fatores limitantes ao uso de determinados ácidos.

É necessário algum tipo de preparação prévia antes do tratamento?

Via de regra sim. Como citado acima, há casos em que se deve suspender medicamentos e aguardar um período de tempo, por exemplo, o Roacutan®. Normalmente é solicitado ao paciente que use alguns cremes e filtro solar para o preparo de pele por uma ou duas semanas antes, para que se tenha um resultado melhor.

E após o tratamento, existe algum cuidado especial que precisa ser seguido?

Sim. Sempre sugerimos o uso de sabonetes neutros e de cremes específicos para acalmar a pele nos dias subsequentes, além do filtro solar. E sempre evitar a exposição ao sol.

Em quanto tempo é possível perceber os resultados?

Depende muito do tratamento proposto e de que tipo de ácido iremos usar. Os peelings superficiais, ou seja, os que agridem mais superficialmente a pele, precisam de algumas sessões com intervalos de cerca de 15 a 20 dias. Nesses casos, já começamos a perceber os resultados mais sutis desde a 1a sessão e vamos tendo melhora a cada uma delas. Os peelings médios e profundos normalmente requerem cerca de uma única aplicação em sua maioria, os resultados são notórios assim que a pele estiver recuperada.

Crédito da imagem: Reprodução.

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