O primeiro e único Design District do Brasil

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O litoral de Santa Catarina inaugura em agosto o primeiro e único Design District do Brasil, um novo conceito de arquitetura, decoração, gastronomia, moda e arte, todos juntos. É o Casa Hall, já tradicional na região, em seu novo posicionamento, comemorando 10 anos e incentivando o Lifestyle da região de Balneário Camboriú/SC.

Adriano Tadeu Barbosa: Já para começar essa grande notícia, com exclusividade aqui na Terapia do Luxo, o que vem por aí com o Design District, único no país?

Elisabeth Brandt Schwarz  – Com esse novo conceito do Casa Hall Design District estamos focando uma operação de alto luxo, unindo as grandes marcas que já fazem parte da nossa história com serviços de alta gastronomia, arte, cultura e design, para fomentar o shopping como um local descolado, onde as famílias e pessoas irão vivenciar boas experiências, comer bem e passar horas agradáveis em excelentes e únicas programações desenhadas por nós. Queremos ser responsáveis por incentivar o design em Balneário Camboriú e região, quem sabe até no estado de Santa Catarina, na construção civil, urbanização, e nos profissionais que aqui estão.

Adriano Tadeu Barbosa: Quem são os empreendedores por trás desse projeto e como surgiu o Shopping Casa Hall, agora Casa Hall Design District?

Elisabeth Brandt Schwarz  – Meu marido e eu somos empresários desde antes dos 20 anos. Quando nos casamos, há 15 anos, começamos a administrar este imóvel que era do avô do meu marido. Este espaço era um cinema Drive-in que se chamava “autocine” e que tinha a maior tela de projeção de cinema drive-in no Brasil. Era uma tela bem grande, tinha 20mx30m, ela era inclinada para que todos os carros pudessem ter uma boa visão do filme. Mas depois que vieram os cinemas dos shoppings e a concorrência ficou complicada, transformamos o espaço em um centro de eventos, com constantes feiras de médicos e congressos de várias áreas. Mas com um imóvel no centro de Balneário Camboriú com 15 mil metros², e como hoje em dia uma área grande assim é difícil de se ter, porque a cidade é compacta, começamos a pensar: “poxa, temos que transformar este negócio em outro”, foi então que veio a ideia de fazermos um centro comercial destinado à decoração, por causa do mercado de construção civil em Balneário Camboriú/SC.

Adriano Tadeu Barbosa: De onde vem esse perfil empreendedor de vocês e o que mais acreditam para que negócios deem certo?

Elisabeth Brandt Schwarz: Eu comecei a trabalhar com 13 anos com meu pai, ele tem uma indústria. Meu marido também começou a trabalhar desde cedo com a mãe dele, ela era do ramo de hotéis e imobiliário aqui em Balneário Camboriú, então desde cedo nós dois começamos a trabalhar, e nos conhecemos neste mesmo período.  Nós crescemos no meio de assuntos empreendedores, está no DNA, acredito, mas a gente não fica pensando assim, há 10 anos, quando a gente inaugurou o Casa Hall, sempre pensávamos em crescer, fazer as coisas, e a gente foi fazendo, foi fazendo… o tempo passou, e quando olhamos tudo isso ficamos surpresos e gratos com a realização deste projeto. O Casa Hall nasceu do zero, nós começamos ele do zero, e hoje nós estamos com 10 anos, graças a Deus, e com muito sucesso em um empreendimento super consolidado e reconhecido no mercado da região. Aqui pensamos que deve ser bom para os dois lados. As próprias lojas que vêm com a gente são bem participativas nisso. É um conjunto, e é o que a gente sempre fala quando fazemos negócio com alguém, com algum parceiro. Se a gente quer só que um lado ganhe, o outro não vai ganhar, então a coisa não vai andar, por isso tem que ser bom para os dois lados no negócio e empreendedorismo.

Adriano Tadeu Barbosa: O Casa Hall já foi pensado para o segmento da decoração? Houve dificuldades no início?

Elisabeth Brandt Schwarz: Sim, quando ele foi concebido sim. Fechamos o centro de eventos e em 2005 começamos os projetos, com as obras logo em seguida, para conceber um shopping de decoração. Na verdade a reforma foi em partes, outra parte foi ampliação. Mas o terreno foi totalmente modificado. O estacionamento, por exemplo, que era em nível para que os carros estacionados ficassem inclinados para verem a tela do Drive In, foi totalmente refeito. Foi a partir dai que a gente começou. Inauguramos em agosto de 2007, e este ano, 2017, comemoramos 10 anos. Tivemos que trabalhar muito nosso marketing pessoal, porque nós éramos novos e até as pessoas começarem a confiar em nós, encontramos algumas dificuldades. Estávamos com 20 e poucos anos, não foi fácil. A Sierra Móveis foi um dos nossos primeiros parceiros, eles farão 9 anos de loja aqui no Casa Hall e estão desde o início conosco, foram pessoas que acreditaram em nós, no início do nosso empreendimento, por a gente ser tão novo, por ser uma coisa nova, então foi bem bacana, e dali fomos crescendo juntos.

Adriano Tadeu Barbosa: Mas e agora, qual é o novo posicionamento da Casa Hall Design District?

Elisabeth Brandt Schwarz: Logo no início não éramos direcionados para o mercado de luxo, isso foi acontecendo naturalmente, até por causa da nossa arquitetura, estilo Neoclássica e atemporal, o que foi selecionando as pessoas (clientes) e negócios, que não vinham no shopping porque achavam caro, somente pela aparência. Então, concluímos que lojas populares não dariam certo no nosso espaço, porque as pessoas não entrariam achando que é mais caro. Assim, o que acontece hoje com nosso direcionamento vem ao encontro do rumo natural que o Casa Hall tomou, e que será agora externalizado e concretizado, inaugurando o primeiro Design District do Brasil.

Adriano Tadeu Barbosa: Conte-nos um pouco do formato de Design District e por que podemos afirmar que é o único no Brasil.

Elisabeth Brandt Schwarz: Na verdade, isso também é um pouco o caminho natural que foi tomando o Casa Hall, a gente construiu um centro empresarial que acabou se tornando um centro diferenciado na arquitetura, decoração e design. Temos pessoas que só criam neste centro empresarial, isso já uma coisa muito bacana, trabalhar com isso todo dia é fascinante. E as lojas do Casa Hall também foram tomando um rumo para o mercado do luxo, para a alta decoração, para produtos de design, a própria BMW e a Volvo optaram por estar aqui também. Então a gente começou a notar que o Casa Hall não é tanto um shopping, ele é muito mais um Design District do que um shopping, porque ele tem esse lado do incentivo, as mentes criativas ao design, a arquitetura, a decoração, essa parte também cultural. Ele é um centro comercial, mas direcionado ao mercado de luxo e alta decoração. Fizemos uma pesquisa, já faz algum tempo, e ficamos monitorando este nome, Design District , que no Brasil pertenceu ao empresário Eike Batista, e em um dos momentos deste monitoramento, aconteceu alguma coisinha ali no meio do caminho que ele perdeu um prazo que nos possibilitou entrar com o registro no INPE. Hoje, tanto o nome em português quanto em inglês tem o nosso registro. Por isso podemos afirmar que é o único Design District do Brasil.

Adriano Tadeu Barbosa: Além das lojas de grandes marcas, você tem um office de arquitetos no Casa Hall. Como funciona?

Elisabeth Brandt Schwarz: Sim, como em um centro empresarial. Nós incentivamos com cursos e palestra com assuntos que interessam a eles. Temos um programa de relacionamento que a gente divulga o trabalho deles, temos muita interação com esse meio profissional. E agora, junto com esses 10 anos do Casa Hall, a gente vai lançar a nova marca, e isso vai acontecer durante a Semana do Design do Casa Hall, que vai se chamar “Design Days”, de 01 a 04 de agosto de 2017, com curadoria do arquiteto Jayme Bernardo, reconhecido internacionalmente.

Adriano Tadeu Barbosa: Será aberto a todos? E como podemos participar?

Elisabeth Brandt Schwarz: Sim, claro, peço para ficarem atentos às nossas redes sociais que logo a programação completa estará divulgada. Ficarei muito feliz com a visita de vocês. Mas já guardem as datas, de 01 a 04 de agosto de 2017, o dia todo.

Adriano Tadeu Barbosa: O que é mercado de luxo para você, Elisabeth?

Elisabeth Brandt Schwarz: O mercado de luxo é muito exigente. Quem faz o mercado de luxo são as pessoas, né? Eu acho que hoje, quando você fala de mercado de luxo, não é só você oferecer um produto de alto valor agregado, e uma marca. Você tem que oferecer uma experiência, porque as pessoas não compram somente qualidade, elas compram uma experiência de compra, elas querem vivenciar aquela identidade da marca, aquela qualidade do produto do atendimento, acho que é uma união de várias coisas, as pessoas que vão te atender, o local que você vai comprar, tem que ser uma união, uma experiência perfeita, é uma união de várias coisas. Isso é mercado de luxo para mim.

Adriano Tadeu Barbosa: E para fechar, você acredita na região, em Balneário? Qual a sua visão de futuro para esta área?

Elisabeth Brandt Schwarz: Eu acho que Balneário é a menina dos olhos do nosso estado de Santa Catarina. Eu diria até do sul do Brasil, é uma cidade que está em evidência sempre, com a construção civil, principalmente, e o estilo de vida que ele pode proporcionar, por ser litoral, estar muito ligado à natureza. Acho que agora ela entra em uma fase de buscar mais qualidade em vez de quantidade de público. Acho que tem tudo a ver com o que estamos fazendo, certo?

Elisabeth Brandt Schwarz

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