O mercado de luxo em tempos instáveis

No início desse ano, os principais relatórios relacionados ao segmento de luxo destacaram o crescimento do setor em todo o mundo. Mesmo no Brasil, em que o mercado não se desenvolveu no mesmo patamar de outros países, os resultados foram positivos.

Entretanto, o que já chamava a atenção desde a divulgação dos estudos a mais de seis meses, é que os índices, apesar de não serem decepcionantes, ainda demonstravam claramente que o panorama tinha grandes possibilidades de ser melhor.

Essa realidade pode ser confirmada na última semana, quando foi divulgada na imprensa a informação de que a Chanel brevemente fechará um de seus três endereços no Brasil. Com a previsão de encerramento das atividades para o próximo dia 15 de julho, de acordo com reportagem publicada no Jornal Valor Econômico, a loja da marca localizada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, fechará suas portas.

Ainda de acordo com a matéria de autoria de Adriana Mattos, a informação dada pela Chanel a respeito do fechamento do endereço ocorreu em virtude da movimentação dos consumidores desde a abertura da loja em 2008. “Chegamos à conclusão de que, infelizmente, o fluxo de clientes não atingiu as expectativas que tínhamos para esse local”, destacou uma nota da marca veiculada no jornal.

Para o mercado de luxo brasileiro, esse acontecimento tem dois pontos fundamentais a serem analisados. O primeiro é destacar ainda mais a certeza de que o segmento de alto padrão não é imune aos caminhos e descaminhos econômicos, ou seja, ele sofre oscilações conforme as instabilidades aparecem ou desparecem.

O outro aspecto é que mesmo marcas amplamente conhecidas e renomadas, que possuem uma história que atravessa as fronteiras e as gerações e que são sinônimos mundiais de luxo, estilo e sofisticação, também precisam criar estratégias dinâmicas para se adaptar às mudanças do mercado.

Para os consumidores brasileiros o fechamento da loja de uma das marcas mais tradicionais do luxo mundial é algo a se lamentar. O desejo dos consumidores, e certamente das marcas também, é que notícias desse teor fiquem cada vez mais longe dos diários nacionais.

Crédito da imagem: Reprodução Chanel.

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