O luxo no cenário econômico atual

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Florianópolis é uma das capitais brasileiras mais conhecidas no exterior. Suas belezas naturais somadas à cordialidade do seu povo e uma gastronomia primorosa em que se destacam os frutos do mar encantam turistas do país e do mundo que, todos os anos, durante o verão, visitam a capital catarinense em busca de experiências únicas e inesquecíveis.

Entretanto, não é só no segmento turístico que a Ilha da Magia se destaca. Prova disso é a recente abertura de uma boutique Swarosvski em um dos mais badalados shoppings da cidade. A inauguração da loja, que é a segunda da marca no estado, é um atestado irrefutável de que mesmo em tempos de crise e instabilidade econômica, o segmento de luxo segue em expansão. Outra conclusão que se desprende da implantação da nova referência de luxo em uma cidade que é destaque no cenário nacional é que o mercado brasileiro é visto com considerável carinho e atenção pelas principais grifes do luxo mundial.

De relojoarias a perfumarias, a desaceleração da economia brasileira parece não afetar os diversos segmentos da indústria de alto padrão no país. No setor automobilístico, por exemplo, enquanto a queda das vendas no primeiro trimestre desse ano atingiu um patamar de 17% em muitas montadoras, algumas marcas de carros importados chegaram a crescer mais de 10%. O caso mais surpreendente ocorreu com a Jeep, uma das mais conhecidas fabricante de modelos off-road, que em relação ao primeiro trimestre de 2014, vendeu 133,6% mais veículos importados.

De acordo com uma reportagem publicada no site Brasil Econômico, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ressaltou que um dos principais fatores que influenciam o bom desempenho dos produtos de luxo é que os consumidores valorizam mais a experiência proporcionado pelo bem adquirido do que a sua aquisição propriamente dita. “O consumo significa experiência e pertencimento, e a compra de produtos e serviços de luxo mostra que muitos brasileiros estão dispostos a pagar mais – desde que o resultado tenha a ver com sensações positivas, visibilidade e exclusividade” afirmou a economista.

Embora o cenário seja favorável em meio a uma aparente tempestade, o setor de luxo não é totalmente imune às desventuras financeiras pelas quais atravessam muitos países. Um bom exemplo é a crise atual vivenciada no China. O endividamento de milhões de trabalhadores e a intervenção do estado provocou a fuga de investimentos. Os resultados puderam ser sentidos em todo o mundo. No Brasil, a queda da Bolsa de Valores de São Paulo, resultado direto da insegurança financeira chinesa, atingiu níveis históricos e muitos investidores perderam dinheiro.

Mesmo não sendo uma tábua de salvação econômica, o segmento de luxo ainda navega num mar de calmaria. Se a correnteza manter-se-á tranquila, só o futuro dirá.

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