O aquecimento do mercado no momento certo

Postagem de sábado

O mercado de bens de luxo, especialmente aquele ligado ao segmento calçadista e de couro, vem mostrando um aquecimento bastante positivo no país cujo contingente de clientes é o maior do mundo: a China.  De acordo com levantamentos econômicos da área, entre as marcas mais bem posicionadas nessa fase de crescimento estão a Prada, a Burberry e o grupo Richemont. Um dos motivos que explicam esse cenário, de acordo com a empresa de consultoria e investimentos Exane Bnp Paribas, é o amadurecimento do mercado, em especial o novo padrão de consumo dos jovens que cada vez mais exigem produtos da mais alta qualidade.

O panorama na China, de certa forma, vem também se repetindo em alguns dos principais mercados em todo o mundo. E a principal constatação dessa realidade é que as vendas de luxo devem continuar crescendo ao longo de todo o ano de 2017.

A tendência de crescimento se justifica em grande parte a recuperação da confiança dos europeus na capacidade de seu mercado. Embora do ponto de vista político a instabilidade ainda seja marcante, como a saída da Inglaterra da União Europeia, no que tange ao setor de alto padrão os resultados vem mostrando um excelente desempenho.

A Bain and Company, empresa que é uma referência na análise dos mercados e cujos relatórios são recebidos sempre com o máximo interesse por parte dos empresários e dos consumidores, indica que o aumento das vendas no setor neste ano deve se estabilizar entre dois e quatro por cento.

O mercado norte-americano, que tradicionalmente é um dos mais expoentes para o setor de luxo, ainda mantém a instabilidade, devido principalmente à situação política e a falta de apoio que o presidente Trump vem recebendo em grande parte do país.  Mas, em muitas das principais nações do globo e em mercados ainda recentes como o Brasil, as vendas de luxo já demonstram uma tendência de crescimento.

Outro dado que motiva ainda mais as empresas e marcas que atuam no setor foi divulgado pelo relatório Global Powers of Luxury Goods e indica que no último ano os resultados das 100 maiores empresas de artigos de luxo do mundo foi praticamente 7% maior que o período anterior.

Ainda é cedo para prever os resultados finais deste ano, mas se depender do entusiasmo das empresas e da vontade em reaquecer o consumo por parte dos clientes, os ventos do crescimento não devem parar de soprar.

Crédito da imagem: Reprodução.

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