Luxo atemporal

Luxo atemporal

Há algumas semanas, o estilista Giorgio Armani apresentou sua nova campanha de moda chamada New Normal para o verão 2016. As peças da coleção, como de costume, traduzem com personalidade o estilo da marca italiana. Entretanto, a seleção das modelos chamou a atenção de muitas pessoas: Nadja Auermann, Stella Tennant, Eva Herzigova e Yasmin Le Bom. Todas são belíssimas, não há dúvidas, o que chama a atenção é que as quatro podem ser consideradas veteranas das passarelas.

De acordo com Armani, a ideia foi escolher “mulheres icônicas de personalidade forte, capazes de mostrar que a beleza feminina não tem idade”. A proposta da marca, de certa maneira, rompe com as tradicionais campanhas publicitárias que utilizam apenas modelos jovens como suas protagonistas.

Se levarmos em consideração os atributos que perfazem o conceito de luxo, a ideia do estilista italiano é perfeitamente natural, uma vez que é impossível negar que a atemporalidade é um dos conceitos fundamentais dos bens de alto padrão. Ou seja, a capacidade de manter-se sempre atual e relevante mesmo com o passar do tempo.

No caso das modelos veteranas, não são alguns anos a mais que fazem a diferença na qualidade do seu trabalho. Da mesma maneira que a moda, por exemplo, também não envelhece. É claro que as tendências muitas vezes são passageiras, mas o que é clássico sempre fica.

Muitos produtos da indústria do luxo, como por exemplo, perfumes, bolsas e relógios, fazem sucesso há décadas, alguns até mesmo há séculos. As adaptações existem e as novas tecnologias são importantes em todos os processos, entretanto a tradição de uma peça bem feita vai muito além do tempo em que ela foi produzida. Muitos bens de luxo passam de geração para geração e, muitas vezes, acabam se valorizando ainda mais.

Um dos poemas mais conhecidos de Vinicius de Moraes afirma que o amor pode ser “infinito enquanto dure”. Com a licença do poeta brasileiro, o mesmo pode se dizer do luxo.

 

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