Códigos e condutas no mercado de luxo

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O ano de 2016 foi conturbado. Do ponto de vista econômico, poucas foram as empresas que tiveram motivos para celebrar o período. A maioria das organizações ligadas ao setor de luxo também pode ser enquadrada nessa realidade, pois fora as exceções, poucas foram as marcas que registraram resultados positivos.

Mas, a última notícia divulgada no ano passado e relacionada com o segmento de alto padrão, saiu das páginas do noticiário econômico para o campo dos debates sociais. De acordo com as informações publicadas em diversos veículos de comunicação, um ex-funcionário da Versace entrou com uma ação judicial acusando a marca que utilizar uma espécie de código de postura diferenciado para determinados tipos de clientes. Conforme a denúncia, nas lojas da marca em São Francisco, na Califórnia, assim que um cliente negro entrasse os vendedores deveriam adotar um tipo específico de comportamento.

Ainda de acordo com o que foi amplamente noticiado, a marca negou a prática e, principalmente, a acusação de racismo. Se acabe à justiça definir quem tem razão sobre esse fato, o episódio serve para discutir alguns pontos relevantes.

E o primeiro deles é a constatação de que o segmento fashion ou mesmo o setor de luxo, de forma geral, se comporta igual à totalidade dos nichos de mercado. Os valores morais que norteiam as relações sociais também encontram amparo no universo premium e práticas como o racismo ou a discriminação de qualquer natureza devem ser amplamente repudiadas.

Embora, às vezes, a publicidade escolha caminhos que parecem se afastar de alguns valores básicos de respeito e igualdade, nunca é demais lembrar que em um segmento que lida com sonhos e desejos, as imagens podem encantar, mas nunca se sobreporem às condutas que normatizam a vida em sociedade.

O mercado de luxo pode até se distanciar em algumas análises de outros setores da economia, entretanto valores como ética, respeito e tolerância devem sempre estar presentes nos códigos de condutas das marcas e, principalmente, no cotidiano de seus profissionais.

Crédito da imagem: Reprodução.

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