Bebidas zero e emagrecimento

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Bom Dia leitores do TL. Hoje a matéria da coluna Health é um excelente texto adaptado do professor Paulo Gentil tratando de dois temas bem polêmicos; Adoçantes e refrigerantes zero e a sua relação com o processo de emagrecimento.

Bate aquela vontade de comer ou tomar algo doce, mas não queremos nos “contaminar” com as calorias do açúcar, o que fazer? Simples, ADOÇANTES, uma ótima opção para não engordar, pois oferecem um sabor doce, sem as malditas calorias… Mas e se eu disser que não é bem assim? Na verdade, por mais paradoxal que possa parecer, diversos estudos mostram relação entre consumo de adoçantes e o ganho de peso! O San Antonio Heart Study, por exemplo, acompanhou 3682 pessoas por 7 anos e verificou que as pessoas que consumiam mais adoçantes ganhavam quase o dobro de peso dos que não consumiam. O American Cancer Society Study acompanhou quase 80.000 mulheres, o Nurses’ Health Study acompanhou 31.940 e Growing Up Today Study mais de 11.000 crianças e também verificaram que as pessoas que usam adoçante ganham mais peso que as demais. Pior ainda, os estudos nos quais o açúcar foi substituído pelo adoçante não verificaram vantagens na perda de peso!

Existem várias explicações para o fenômeno, mas hoje vou apresentar uma perspectiva neurobiológica, trazida por Qing Yang da Universidade de Yale. De acordo com o autor, a ingestão de alimentos adoçados artificialmente gera uma inconsistência entre o sabor e o conteúdo calórico, causando uma superalimentação compensatória!!! Tipo o corpo espera uma coisa, mas ganha outra, aí ele se revolta e vai atrás do prejuízo. Outro detalhe importante é que a ingestão recorrente de alimentos doces leva a uma dependência similar à vista com outras drogas, nos direcionando para escolhas menos saudáveis.

Esse fenômeno vai contra muitas teorias, principalmente de praticantes de uma “vida mais saudável”, mas o que realmente verdade é que as pessoas em geral costumam utilizar o açúcar e o adoçante de forma abundantes nas suas receitas e no seu cotidiano, se o puplico em geral ir diminuindo a ingestão de açúcar e adoçantes aos pouco irão perceber o real sabor dos alimentos.

No conhecimento popular a forma mais fácil de entender o emagrecimento é o calculo matemático, sendo que apenas o balanço energético conta. Consumindo mais calorias que utilizadas, engordamos, caso acontece o inverso, ocorre o emagrecimento. Nesse processo a qualidade perde espaço para a quantidade, e muita gente passou a contar calorias ou demonizar carboidratos sem se preocupar com as repercussões disso. Uma das criações típicas dessa visão são os adoçantes. As bebidas adoçadas são muito paparicadas por conterem poucas, ou nenhuma, caloria, o que cai com uma luva para quem adota a visão matemática. Outro uso que tem acontecido é entre pessoas que cortam carboidratos, pois muitas sentem falta do sabor doce e/ou das bebidas para acompanhar as refeições e acabam recorrendo às bebidas adoçadas. No entanto, o preço que se paga por essa escolha pode ser mais alto que se imagina.

Um estudo sueco acompanhou 32.575 mulheres e 35.884 homens por aproximadamente 10 anos e verificou que a ingestão de bebidas adoçadas aumentava a incidência de derrames. De acordo com análises, o risco aumentado já pode ser detectado a partir da ingestão de 400ml de bebidas adoçadas por dia! E não estamos falando apenas de refrigerantes, mas também de sucos, chás, águas gaseificadas e outros. Além disso, é importante destacar que os resultados foram corrigidos por fatores de risco como IMC e circunferência de cintura.

Concluindo, simplesmente reduzir a ingestão de calorias, ou mesmo de carboidratos pode levar a algumas distorções perigosas. O que importa é a qualidade dos alimentos. Realmente em relação à calorias, é melhor ingerir bebidas zero ou com adoçantes do que o tradicional. Mas será que só existe essas opções? Certamente não! Por isso a resposta certa é procurar o que é bom, não se preocupando com o que é “menos pior”.

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Grande Abraço e bons treino

(Paulo Gentil)

Yang Q. Gain weight by “going diet?” Artificial sweeteners and the neurobiology of sugar cravings: Neuroscience 2010. Yale J Biol Med. 2010 Jun;83(2):101-8

(Paulo Gentil)

Larsson SC, Akesson A, Wolk A. Sweetened beverage consumption is associated with increased risk of stroke in women and men. J Nutr. 2014 Jun;144(6):856-60. doi: 10.3945/jn.114.190546. Epub 2014 Apr 9.

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